Sábado, Março 03, 2007

Ela procurava-o entre a multidão.
Onde estaria ele?
Em outras alturas ela nem precisava de dizer o seu nome, ele aparecia como que por magia ao seu lado sem dizer uma única palavra, apenas sorrindo, com aquele sorriso que lhe aquecia a alma, e pegava-lhe na mão, aquele gesto fazia-a sentir-se protegida.
Mas hoje ele não aparecera, hoje não houvera sorriso nem, tão pouco, aquele gesto protector.
Ela continuava procurando-o, desesperada, no meio de todas aquelas pessoas.
Por fim o encontrou, sentando encostado a uma arvore, olhando para uma poça de água onde se podia ver reflectido o céu com o seu azul infinito.
Aproximou-se dele e notou que ele soluçava baixinho. Afligiu-se e foi então que deu conta da espada que lhe atravessava o corpo. Tentou tirar-lhe, mas assim que lhe tocou, ele soltou um grito, o grito mais doloroso que ela alguma vez ouvira, o grito que penetrou nos seus ouvidos e lhe perfurou o coração. Agora também ela chorava.
Sentou-se ao seu lado olhando-o, temia que ao tocar-lhe lhe causasse mais dor, mesmo assim pegou-lhe na mão e sorriu-lhe. Agora os papéis invertiam-se, agora era a mão dela que o protegia, agora era o sorriso dela que aquecia a alma dele. Assim ficaram até que a voz dela quebrou o silêncio:

- Já te disse que te amo?

- Eu também te amo. Estava à espera de ouvir isso uma última vez. - Respondeu ele.

De seguida sorriu-lhe, com aquele sorriso que lhe aqueceu a alma pela ultima vez, fexou os olhos e partiu para sempre.
Ela não chorou, permaneceu onde estava agarrada à mão que em tempos a fez sentir-se segura e olhou para o reflexo do céu, naquela possa de água esperando que a morte a levasse para junto do seu amado.


p.s.: documento histórico, com 4 ou 5 anos. (sim, com 13 aninhus já escrevia pirosices -.-')

Sexta-feira, Novembro 03, 2006

Acordou. Ainda envolvida na brisa nocturna k
a amparou durante o sonho k tivera.
Um sonho bonito... onde ele a amara de verdade.
Tentou afastar a lembrança daquele sonho.
Para quê deixar-se levar por um sonho?
Ainda que fosse u que ela mais desejava... não passava de um sonho,
fruto da sua imaginação... inspirado no maior dos seus desejos.
Mas apesar disso, voltou a fechar os olhos e sorriu.
Concentrando o seu pensamento naquele sonho.
Sentiu os lábios dele em contacto com os seus...
E de novo adormeceu profundamente… pronta ser amada novamente.


...:::Death is just the end of sonething that makes no sence:::...

Quarta-feira, Agosto 30, 2006

Olhava agora o horizonte e revia aqueles momentos novamente. Via-os a passarem na sua mente como se os voltasse a viver de novo. De novo sentia cada toque, cada sentimento, cada sensação, cada medo e cada certeza que tinha sentido naquela altura. As palavras que leu em outros tempos, ainda a faziam sentir aquela sensação estranha na barriga, aquela espécie de ansiedade, de desejo por algo mais que meras palavras. De novo riu ao recordar as tolices que escrevera. E por fim sorriu baixando a cabeça, ao rever, na sua mente a imagem daquela pessoa que, em tempos a levou (ou, talvez, ainda a leve) a sentir algo inexplicável.
...:::Death is just the end of sonething that makes no sence:::...

Sábado, Agosto 12, 2006

o meu suicídio

Tomei uma decisão. Vou acabar de uma vez com este sentimento, com esta angústia, com esta falta d algo que me impede de viver. Talvez, o que me falta seja mesmo a vida, vida essa que me roubaram, e trancaram-na num cofre deitando a chave ao mar. Acabarei com este sofrimento, acabarei comigo.

Estou a olhar para aquela lâmina afiada que esta em cima da mesa. Quieta e a brilhar, parece que a ouço dizer:

“Vamos, pega em mim e acaba de uma vez com a tua inutilidade”

Ela tem razão. Sou inútil, tanto para os outros como para mim mesma. Não consigo pensar racionalmente, não tenho coragem para enfrentar as coisas, para dizer o que penso, tenho medo de magoar os outros com essa minha coragem. A última vez que tive essa coragem, acabei por chorar e por sofrer ainda mais.

A luz ténue da vela acesa em cima da mesa, projecta sombras nas paredes. Sombras que me relembram os tempos de criança, tempos em que, posso afirmar, que tive momentos felizes.
Olho para a lâmina que agora se encontra na minha mão. Sei o que tenho a fazer, sempre soube que este dia chegar.
Automaticamente levo a lâmina ao pulso e desenho uma linha a vermelho.
Não doeu. Eu pensava que ia doer. Mas afinal... a dor interior torna insignificante qualquer dor superficial.
Sinto o meu sangue quente a escorrer pela minha mão e lentamente chegando a ponta dos meus dedos. E é nessas pontas, que ele se desprendem preguiçosamente para cair em forma de gota numa queda livre, Como a chuva que cai do céu.
Plim… Plim… Plim…
O tempo passa e as gotas continuam a cair…

Começo a sentir frio. Não sei quanto tempo passou… e também não é muito importante.
Uma certa dificuldade em respirar começa a apoderar-se de mim…
Os móveis do meu quarto começam a dançar… uma dança estranha mas alegre, nunca estão no mesmo sítio e ás vezes parece que se multiplicam…
Estou a morrer? Será? Não sei… mas isso também não é importante... o que eu sei é que aquela dor interior esta a desaparecer… dando lugar ao desespero…
Olho para o chão e vejo um charco de sangue a brilhar e a reflectir a luz ténue da vela que ainda arde… não consegui respirar... sinto-me fria... gelada… o ultimo ar que tenho nos pulmões, sinto-o agora a sair… lentamente…
Plim.
Já não oiço o sangue a bater no chão, já n vejo os móveis a dançar, já não vejo a luzinha da vela nem as sombras na parede…
Não vejo nada…
Terão apagado a vela? Ou terei morrido?

Vejo agora uma porta a abrir… a revelar uma grande claridade…
Levanto-me e avanço em direcção à porta…

“O que estará do lado de lá?”

Estou a um passo de passar para o outro lado…
Olho para traz. e vejo-me sentada naquela poltrona, a mão completamente ensanguentada e o chão também… os móveis estão todos no mesmo sitio… a vela ainda a projectar as sombras do passado na parede.. Sombras essas que dançam também uma dança alegre, mas diferente da dos móveis…

Olho mais uma vez para o meu corpo… os meus olhos fixos em mim... sem cor, sem brilho… sem reflectirem o k quer que seja…

Chegou a hora… viro as costas a tudo aquilo. Viro as costas a mim mesma para avançar para o outro lado.
Entrei, a porta fechasse a traz de mim…
Pumm…
Acabou, para sempre.

...:::Death is just the end of something that makes no sence:::...

Segunda-feira, Agosto 07, 2006

Levantar voo


Ela deixa-se envolver pelo cheiro das velas perfumadas, k ardem… Iluminando o amor de ambos.
Ele pega-lhe na mão… encaminhando-a a um lugar só deles… fazendo-a esquecer tudo... impedindo-a de pensar no que quer que seja.. fazendo-a viver apenas aquele momento.
Deixam-se levar pela frescura que bate nos seus rostos… ouvem... o piar dos pássaros… longe... que se preparam para recolherem aos seus ninhos.
No céu... a lua... brilha. Vigiando cada um deles….
Ele abraça-a. Ela sente-se protegida pelo corpo dele..
Beijam-se.. um beijo k cela o seu amor… um beijo demorado... um beijo que faz libertar as suas asas.. E elas abrem-se majestosas.. As penas dela, pretas brilhantes, a contrastarem com as penas brancas e sedosas, dele.
Ainda envolvidos no beijo… começam a subir... a pairar sobre o chão… ainda envolvidos naquele beijo... levantam voo... os seus lábios a arder de amor… que, finalmente, descongela dos corações de ambos. As asas batem levemente… os pássaros espreitam dos seus ninhos… os seus lábios separam-se preguiçosamente... mas as suas mãos permanecem unidas.
E juntos... voam... com o vento a bater-lhes nas faces... Fazendo os cabelos dela dançarem uma dança de amor… a lua ilumina os seus rostos e as suas asas… fazendo-as brilhar ainda mais..
Ele olha-a nos olhos... admirando a sua doçura que aqueles olhos negros transparecem.
Aperta a mão dela ainda com mais força.. não a quer deixar fugir.. e ela também não tenciona faze-lo… e juntos voam… em direcção ao infinito.

...:::Death is just the end of something that makes no sence:::...

Quarta-feira, Julho 26, 2006

Obrigada

Desejo-te profundamente,

Desejo-te desesperadament!
Desejo k venhas…
E apagues esta dor….
Esta dor que, infelizmente
É provocada pelo amor!
N aguento mais….
Cheguei au limete…
..Noutras alturas,
Poderia impedir-te
Mas agora n te peço….
Agora imploru.t
N konsigu estar deste geitu....
Já tentei mudar
Mas n konsigu
Deixar d amar…
..Por ixu espero
K ouças u meu xamamentu
Espero k venhas em meu axiliu
Pois so tu me podes ajudar
neste terrível momentu
espero silenciosamente
e do mundo me despeço calmament….
E a ti agradexu
Por me vires buscar…
desta vez tenhu sorte
pois estavas a escutar
OBRIGADA MORTE
POR ME VIRES BUSCAR!

...:::Death is just the end of something that makes no sence:::...

Terça-feira, Julho 18, 2006

O ultimo dia da minha vida



Eu: és u último?
Ele: não te posso responder. Desculpa.
Eu: porquê?
Ele: porque a vida é imprevisível e porque nem eu tenho a certeza da resposta.
Eu: não tens a certeza mas fazes uma pequena ideia…
Ele: faço…
Eu: …e?
Ele: já disse que não te posso responder.... Mas estas com medo?
Eu: medo… de quê? De que haveria ter medo?
Ele: medo de eu ser o ultimo, medo de não teres mais nenhum como eu… medo… medo que doa…
Eu: doa? Será que pode doer ainda mais o que já dói?
Ele: não sei… quem sabe…? Eu sei que dói… mas se eu não for o último, achas que dói Eu: não. Tenho a certeza de que vai doer mais.
Ele: porquê? Se ainda à pouco perguntas se poderia doer mais do que já dói?
(silencio)
Ele: não respondes?
Eu: acabou… foste o último.
Ele: fui? Como é que sabes?
Eu: deixou de doer… porquê que não me disseste? Tu sabias…
Ele: sabia e não te disse porque se tu soubesses ia doer mais…
Eu: talvez… quem sabe…? Mas tu foste o ultimo e eu lhe disse o quanto o amava.
Ele: disseste-lhe montes de vezes que o amas… Ele não é surdo.
Eu: não se trata de ouvir, trata-se de sentir… será que ele conseguiu sentir que eu o amava..? Eu só gostava de que ele tivesse sentido, não um amor por mim, mas sim o meu amor por ele…
Ele: porque? Ia mudar alguma coisa?
Eu: tu não entendes… ia mudar muita coisa… o sentimento não se esquece e assim ele nunca se iria esquecer que eu o amei… será que ele sentiu?
Ele: não sei… quem sabe…?
Eu: ele sabe…
Ele: então pergunta-lhe!
Eu: como? Como, se tu foste o último…? Foste o ultimo dia da minha vida e eu não lhe disse o quanto o amava.

Cougar'zinha